quarta-feira, 3 de março de 2010
O Pai, o Filho e o Espírito Santo
Porém, medite nisto:
1) Se Deus são três Pessoas. Porque Deus não disse: “...diante de NÓS”?
“Então falou Deus todas estas palavras: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de MIM.” Êxodo 20:1-3
Pergunta para Reflexão: Qual o significado de “MIM”?
2) Deus é Uma ou mais Pessoas?
“Pois assim diz o SENHOR que criou os céus, ele é Deus; foi ele que formou a terra, e a fez, ele a estabeleceu; (...) Eu sou o SENHOR e não há outro.” Isaías 45:18
“...E não há outro Deus senão eu, Deus justo e salvador não há além de mim. Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus e não há outro.” Isaías 45:21-22.
“Vede agora que Eu Sou, Eu somente e não há outro Deus além de mim; eu faço morrer e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar da minha mão.” Deuteronômio 32:39
“...Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há Deus.” Isaías 45:5
“...Há outro Deus além de mim?” Isaías 46:8.
“SENHOR, ninguém há como tu, e não há Deus fora de ti, conforme tudo o que ouvimos com os nossos ouvidos.” 1 Crônicas 17:20.
3) Para o apóstolo Paulo, Deus é um só? OU Deus são três?
“...e que não há outro Deus, senão um só.” I Coríntios 8:4
“Todavia, para nós há um só Deus, o Pai, (...) e um só Senhor, Jesus Cristo...” – 1 Coríntios 8:6.
“Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos.” Efésios 4:6.
“... Deus é um só...” Romanos 3:30
“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.” 1 Timóteo 2:5.
“Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o crêem, e estremecem.” Tiago 2:19
“...mas Deus é um só.” Gálatas 3:20
Pergunta para Reflexão: Qual o significado de “Deus é um só”? Um só significa uma só Pessoa ou três Pessoas?
4) Para o apóstolo Paulo, Deus é único?
“...ao Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Jesus Cristo....” Romanos 16:27
“Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus, seja honra e glória para todo o sempre. Amém.” I Timóteo 1:17
5) Para o Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus é único?
“Como podeis crer, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus?” João 5:44.
“Respondeu-lhe Jesus: O principal de todos os mandamentos é: Ouve, ó Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR.” Marcos 12:29. Ler o verso 32
“Ora, a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” - João 17:3.
Reflita: A vida eterna está em conhecermos o Pai, como “único Deus”? O que significa “ÚNICO”?
6) Quantos Deuses existem?
“Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos...” Efésios 4:6.
“Todavia, para nós há um só Deus, o Pai...” 1 Coríntios 8:6.
7) Para o Nosso Senhor Jesus Cristo, quem é Deus?
“Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo.” – João 6:27
“Disse-lhe Jesus: (...) vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” João 20:17
“A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome.” Apocalipse 3:12
Pergunta para Reflexão: O que Deus é para Jesus? Deus e Pai?
POR QUE JESUS, O FILHO DE DEUS FOI CHAMADO E RECONHECIDO TAMBÉM COMO DEUS?
1) Jesus herdou um nome e levava o nome de Quem?
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6.
“E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus (é) conosco.” Mateus 1:23.
“E ele (Jesus) permanecerá, e apascentará ao povo na força do SENHOR, na excelência do nome do SENHOR seu Deus...” Miquéias 5:4 (ler o verso 2)
“Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles.” Hebreus 1:4
2) Jesus tem um nome, acima de todo nome? Quem deu a Ele esse NOME?
“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome...” Filipenses 2:9
“...Pai santo, guarda-os no teu nome, o qual me deste, para que eles sejam um, assim como nós. Enquanto eu estava com eles, eu os guardava no teu nome que me deste;...” João 17:11-12
3) O Filho de Deus foi chamado de Deus, por que Ele revelou e representou o Pai?
Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou. João 1:18 (versão Revista e Corrigida e versão de Jerusalém)
“Respondeu-lhe Jesus: (...) Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” João 14:9
4) Os judeus acusaram Jesus de quê? E qual foi a resposta de Jesus?
“Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.” João 10:33
“.... dizeis vós: Blasfemas; porque eu disse: Sou Filho de Deus?” João 10:36
NOTA: Jesus NUNCA disse que era Deus. Ele sempre afirmou que era o Filho de Deus! Jesus como Filho... HERDOU o nome de Deus...
“POIS, AINDA QUE HAJA TAMBÉM ALGUNS QUE SE CHAMEM DEUSES, QUER NO CÉU QUER NA TERRA (COMO HÁ MUITOS DEUSES E MUITOS SENHORES), TODAVIA PARA NÓS HÁ UM SÓ DEUS, O PAI, DE QUEM SÃO TODAS AS COISAS E PARA QUEM NÓS VIVEMOS; E UM SÓ SENHOR, JESUS CRISTO, PELO QUAL EXISTEM TODAS AS COISAS, E POR ELE NÓS TAMBÉM.” I CORÍNTIOS 8:5-6
NOTA: O termo hebraico Elohim, bem como o termo grego Theos, traduzido para Deus tem dois sentidos:
O primeiro destes é quando designa Deus o Pai. Aquele que governa e preside sobre todas as coisas no céu e na terra... Neste sentido as Escrituras afirmam que Elohim (Deus) é um só. Theos (Deus) é único, é o Todo-Poderoso! O Imortal. Aquele que nunca foi visto!
O outro sentido é quando o Deus único (o Pai) dá a outro ser, algum tipo de autoridade superior ou no céu ou sobre a terra entre os homens, ou autoridade para impor julgamento sobre outros homens, sendo dessa maneira, e nesse sentido considerado e chamado de (Elohim) Deus!
“...ao único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, e agora, e para todo o sempre. Amém.” – Judas 25
“... e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador,” Lucas 1:47 RA
“Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador,” 1 Timóteo 2:3 RA
9) O que Deus fez para nos salvar?
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” – João 3:16
O Espírito Santo.... é o Espírito de Deus e/ou o Espírito de Cristo... Em outras palavras... O Espírito Santo... é a ONIPRESENÇA Deles... Tanto o Pai como o Filho são Santos... portanto... o Espírito Deles é um Espírito Santo... O Pai e o Filho, se fazem presentes em todo o Universo e em nossos corações... através dessa MISTERIOSA Onipresença... chamada ESPÍRITO SANTO.
FIQUEM TODOS NA PAZ DE CRISTO...
João Carvalho
sábado, 27 de fevereiro de 2010
UM HOMEM VESTIDO DE LINHO
Aqui neste verso, encontramos um "homem vestido de linho", jurando por "aquele que vive eternamente". Mas não encontramos maiores detalhes a respeito de quem seria esse "homem vestido de linho".
Porém no capítulo 10 de Daniel, lemos o seguinte:
"E levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho, e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz. E o seu corpo como berilo, e o seu rosto como parecia um relâmpago, e os seus olhos como tochas de fogo, e os seus braços e pés brilhavam como bronze polido; e a voz de suas palavras era como a voz de uma multidão". Daniel 10:5-6.
Um detalhe importante é que esse homem de Daniel, está vestido com vestes sacerdotais, a vestimenta usual do sacerdote e a vestimenta especial do supremo sacerdote nas cerimônias do grande dia da expiação. (Levítico 16:4).
Séculos depois, João descreve um "homem" bem semelhante a de Daniel. Vejamos:
"E no meio dos sete castiçais, um semelhante ao filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cindo de ouro. E a sua cabeça e cabelos, eram brancos como lâ branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo, e os seus pés semelhante a latão reluzente, como se tivessem sido refinados em uma fornalha, e a sua voz como voz de muitas águas." Apocalipse 1:13-15.
Vejamos essa comparação:
DANIEL 10:5-6
a) homem vestido de linho
b) lombos cingidos de ouro
c) corpo como o berilo
d) seu rosto como relâmpago
e) seus olhos como tochas de fogo
f) os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido
g) voz das suas palavras era como a voz de uma multidão
APOCALIPSE 1:13-15
a) semelhante ao filho do homem
b) vestida até os pés com uma roupa comprida
c) cingidos pelos peitos com um cinco de ouro
d) cabeça e cabelos eram brancos
e) olhos como chamas de fogo
f) os seus pés semelhantes a latão reluzente
g) voz como voz de muitas águas (ver apocalipse 17:15)
No livro de apocalipse, esse homem é o próprio Jesus, o Filho de Deus (verso 18), mas no livro de Daniel, quem seria esse "homem vestido de linho"? Jesus ou um Anjo?
Embora no livro de Daniel, não encontramos maiores detalhes que caracterize esse "homem vestido de linho", de forma clara, como sendo o próprio Filho de Deus, se compararmos com a descrição do livro do Apocalipse, veremos que existe uma grande semelhança entre o "homem vestido de linho" e o Filho de Deus.
Esse "homem vestido de linho", aparece também em Ezequiel 9:2-3 e em 10:2 e 6 e em ambos os casos Ele recebe ordens do SENHOR, para uma tarefa especial.
É notório que Jesus sempre se colocou como Filho de Deus, submisso ao Seu Pai, fazendo sempre a vontade Dele. Em suas próprias palavras, encontramos sua submissão e respeito ao Seu Pai e Seu Deus, quando afirmou: "o Pai é maior do que Eu" João 14:28.
Em Daniel "o homem vestido de linho" jurou por "Aquele que vive eternamente". Esta mesma característica é realçada pelo apóstolo Paulo ao falar da destruição do pecado e da nova terra, onde se evidencia a submissão do Filho ao Pai.
"Então virá o fim, quando Ele (Cristo) entregar o reino a Deus o Pai, quando houver destruído todo o domínio, e toda autoridade e poder. Porque convém que reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então o mesmo Filho se sujeitará aquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos." I Coríntios 15:24-28
Diante disso cremos que o Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho do Deus Eterno e Único, sempre se revelou aos homens, porém o Seu Pai e Seu Deus nunca foi visto, pois, "ninguém jamais viu a Deus, o Filho unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou." João 1:18.
"Bendido seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo" (Efésios 1:3), para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele." (verso 17).
João Carvalho.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Quatro Mitos da Mordomia Equivocada
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
COMO JESUS VENCEU O PECADO?
Sempre aprecio os bons artigos que são escritos pelos excelentes leigos e teólogos adventistas, os quais tratam das condições humanas em que Jesus venceu o pecado e conquistou nossa salvação.
Tenho aprendido e continuo aprendendo muito com o que já li e leio a respeito deste assunto, por isto venho formando minha própria conceitualização a respeito de tão profundo tema, pelo que gostaria de externá-la, porém desde já anseio respeitar, assim como é meu desejo conviver pacificamente com quaisquer outras opiniões, que venham a confrontar-se com as nossas considerações.
Sei que a bíblia é um livro espiritual, conseqüentemente teve sua origem através da revelação do Espírito do Deus Todo Poderoso e Soberano, por isso queremos, a priori, afirmar, baseado em nossa própria experiência espiritual, que nem sempre teremos o privilegio de descortinar todos os mistérios da Palavra Divina, não pela falta de transparência de nosso Deus, mas pela nossa condição finita a que ficamos sujeitos pela degradação provocada pelo pecado, a qual nos priva de absorvermos tudo que se originou na infinita mente de Deus, ou quem sabe, pode ser devido à falta de dedicação estudo e crescimento no conhecimento da Palavra, por isso foi necessário nosso Mestre assim se expressar: “Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora”; João 16:12.
Conjuntura prevalecente antes do pecado
Para que possamos iniciar o aprendizado deste assunto, nos cabe fazer uma regressão ao tempo da criação humana, e consideramos os fatores e propósitos de Deus, existentes antes da entrada do pecado, bem como seus reflexos na natureza do ser humano, verificando, também, quais as providências de Deus para que a humanidade tivesse condições naturais para o enfrentamento das artimanhas do anjo rebelde.
Logo de inicio perceberemos a existência de alguns questionamentos inevitáveis, sobre os quais teremos que construir nossa compreensão pessoal, isto é:
a) Era o homem um ser imortal ou passível de morte?
b) A natureza humana era perceptível somente a Deus não podendo absorver influência de outro ser, ou seriam seus próprios desígnios (vontade, escolha, decisões etc) capazes de originarem-se independente de seu Criador?
c) Haveria a possibilidade do homem aprender sobre o mal, sem contaminar-se?
Era o homem um ser imortal ou passível de morte?
Creio que devem existir muitas ponderações sobre tal questionamento, embora possam parecer antagônicas, em muitos casos, é possível que elas reflitam apenas o anglo de observação daquele que opina, por isso o que pretendemos discorrer, refletirá unicamente aquilo que em nosso conceito intelectual, lógico e espiritual pudemos visualizar, não refletindo a palavra final, nem tão pouco a única verdade sobre o assunto, no entanto, com certeza, refletirá aquilo que, sinceramente, no momento, cremos.
Mesmo que não haja, nas Escrituras, palavras que de forma clara ou explicita nos informe sobre a condição humana antes do pecado, isto é, se era um ser passível de morte ou imortal quando saiu das mãos de seu Criador, com absoluta conclusão lógica, compreendemos que jamais poderia o ser humano ter existência independente e infinita, isto por dois motivos básicos:
PRIMEIRO - É visível, no desenrolar do relato de Gênesis, a possibilidade de separação da humanidade de sua única fonte de vida, o que conseqüentemente ocorreu com a entrada do pecado, embora houvesse no jardim do Éden a presença da arvore da vida, a qual lhe concedia os atributos de uma vida perene, parece-nos que ela não possuía o dom da imortalidade inerente em si, mas era, tão somente, um símbolo da necessidade da dependência de Deus, tanto é assim, que mesmo na terra restaurada, já com o raiar de um novo mundo, onde inexistirá o pecado, o sofrimento e a possibilidade de morte, inclusive, após a ressurreição dos salvos e conseqüentemente à imortalidade já definitivamente concedida, ainda assim, haverá, a presença de tal arvore. “Então, me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos”. Apocalipse 22:1-2.
SEGUNDO - Se Deus criasse seres livres e imortais, com todas as prerrogativas que a liberdade oferece, estaria com isto colocando em CAOS a segurança de todo o universo, uma vez que caso a liberdade e a eternidade fossem atributos inerentes (próprios e inseparáveis) aos seres na criação, conseqüentemente não haveria a possibilidade de revogá-los, e existindo no atributo da liberdade a probabilidade de rebelar-se contra o seu Criador, com certeza, não haveria como Deus destruir os possíveis rebeldes, visto que eram imortais por natureza, isto é, tal situação fugiria ao controle do próprio Deus.
Tendo em vista estas considerações concluímos que o ser humano ao sair das mãos de Seu Criador era de uma natureza perfeita, isto é, nenhuma tendência tinha para pecar, mas que dependia exclusivamente de Deus para continuar vivendo, logo não possuía em si o dom da imortalidade, e embora seu destino ou futuro não fosse a morte, era ele um ser passível da morte, caso se separasse da fonte da vida: DEUS
A natureza humana era perceptível somente a Deus não podendo absorver influência de outro ser, ou seriam seus próprios desígnios (vontade, escolha, decisões etc) capazes de originarem-se independente de seu Criador?
Todo exame sobre a origem da discórdia de Satanás, a degradação do ser humano, ou a origem do pecado, inevitavelmente, está ligado ao dom da LIBERDADE ou do livre arbítrio, atributo este proveniente da essência de Deus, O AMOR.
Avaliando-se o fato de que um Deus de amor jamais criaria seres que Lhes fossem mecanicamente submissos, e considerando que seres livres teriam na liberdade a possibilidade de independência própria, haveremos de concordar que o homem não somente era perceptível as influencias Divinas, mas também poderia ser influenciado por outro ser, e, inclusive, poderia ter uma atitude própria independente do Criador, de forma que poderia, inclusive, ter se tornado o iniciador da rebelião, caso Satanás não tivesse pecado antes.
Diante destas observações concluiremos que ETERNIDADE e LIBERDADE, somente podem ser concomitantemente atribuídos a seres que, por experiência de fé, reconhecem sua ETERNA DEPENDÊNCIA ao seu Criador. Em outras palavras, a eternidade com liberdade somente subsistem, se submissas a SOBERANIA DIVINA
Haveria a possibilidade do homem aprender sobre o mal, sem contaminar-se?
A maneira como a tentação foi apresentada a Eva escondia esta possibilidade com a falsa promessa de que ela seria “semelhante a Deus, conhecedora do bem e do mal”, mas que isto somente seria possível através da desastrosa experiência da contaminação.
Uma analise superficial, isto é, sem o crivo contextual da Palavra de Deus, ou seja, argumento por argumento, parecia incontestável a afirmativa satânica de que Deus estava escondendo o mal de suas criaturas, e que se isto fosse realmente verdade, o “temor” do Criador era com a possibilidade de ter que competir com seres criados, mas que, após a experiência com o mal, haviam adquirido igualdade em sabedoria e imortalidade.
É importante lembrar que a Palavra de Deus nos diz: “Do solo fez o SENHOR Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal.” (Gênesis 2:9) “E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gênesis 2:16-17)
Inevitavelmente, alguns hão de perguntar: Era aquela arvore de natureza híbrida, havendo uma mistura do bem com o mal incorporado nela?
Claro que não!
Mas Deus estava, através daquela árvore, ensinando a suas criaturas sobre a existência do mal e o possível confronto, o qual exigiria o conhecimento de que o mal consiste em desobediência a Palavra Divina, e que o conhecimento do bem consiste em confiar e se submeter às orientações de nosso Criador, logo naquela arvore estavam implicitamente contidos a instrução da vida e do bem, se obedecessem, e o conhecimento teórico de que a prática deste conhecimento conduziria a morte e ao mal.
Levando-se em conta a lição obtida através da exposição da arvore do conhecimento do bem e do mal, alem das conseqüências oriundas da livre escolha do homem, poderemos perceber duas coisas que nos parece fundamentais:
a) Deus não escondeu o mal, apenas não queria que o mesmo fosse experimentado e contaminasse os seres humanos;
b) Deus deseja que o nosso conhecimento do mal seja através de Suas revelações, e jamais de forma experimental.
Resumo da conjuntura prevalecente antes do pecado
1) Deus fez o homem sem qualquer mancha de contaminação com o mal, com liberdade a ser exercida mediante a segurança de um relacionamento de dependência, embora com a possibilidade de seguir sua própria vontade (escolha de um caminho próprio), ou submissão à influência de outro ser
2) Sendo assim, fica claro que o exercício da liberdade redundaria em uma das seguintes possibilidades:
a) Ter uma atitude diferente das orientações do Criador, por iniciativa própria ou influencia de um outro ser que não fosse Deus, tornando-se condenado à morte (certamente morrerás Gênesis 2:17), com conseqüências a sua própria natureza, carregando em si a maldição e transmitido-a aos seus descendentes;
b) Obedecer, isto é, exercer a liberdade em confiança e submissão à vontade Divina, permanecendo como um ser livre, sem condenação, podendo desfrutar da eternidade concedida por Deus, tendo o privilégio de transmitir esta benção a todos os seus filhos;
3) Observando pelo prisma dos fatos ocorridos, concluímos que o pecado entrou neste mundo por duas vias
a) por escolha (caso de Adão);
b) por desconfiança na Palavra de Deus e aceitação da palavra de Satanás (caso de Eva), isto, é no ser humano não havia afeição para a prática do pecado, ou seja, não havia o desejo (concupiscência) pecaminoso na sua própria natureza, mas havia a liberdade de escolha
4) Antes de rebelar-se o ser humano, embora não estivesse condenado ou destinado a morte, era um ser passível de morte. Hoje nós, não somente somos passiveis da morte, mas somos seres condenados a morrer
5) Antes de ceder ao pecado o homem não tinha necessidade de um salvador, mas de um orientador e mantenedor da vida, isto é, o exercício de sua escolha independente das orientações Divinas é que poderia redundar na necessidade de salvação.
Conjuntura prevalecente após o pecado
Logo após a entrada do pecado neste mundo, Deus veio explicar as conseqüências e responsabilidades que no futuro aguardava a cada um dos envolvidos, além das novas informações, havia a necessidade de algumas providencias, a fim de adequá-los a nova realidade ambiental e espiritual.
A primeira das providências foi dar-lhes esperança através de um ato exclusivo da Divindade, o qual traria a salvação aos pecadores e a extinção do mal, deixando claro que isto somente seria possível através do sacrifício do Filho de Deus (Gênesis 3:15 RA)
A segunda providência foi tornar claro que a vida neste novo contexto (convivência do bem com o mal) não poderia ser perene, pois isto seria perpetuar o sofrimento e a dor, e inviabilizar Sua Palavra “certamente morrerás” (Gênesis 3:22-24)
É interessante como Deus lida com uma situação tão drástica com avaliações, aparentemente, tão simples (Gênesis 2:25; nos 3:10 e 3:21 RA) pois nós seres humanos tenderíamos a enfatizar as conseqüências mais marcantes tais como: o sofrimento, a morte, a natureza pecaminosa etc.
Todavia , Deus , em Sua Palavra, realça o sentimento mais intimo do ser humano a sua nudez, mostrando-nos que antes do pecado isto não tinha a menor interferência no relacionamento divino-humano, mas que a desobediência produzira na personalidade humana dois terríveis sentimentos: o medo e a vergonha. “Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam.” (Gênesis 2:25 RA) “Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi.” (Gênesis 3:10 RA) “Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu.” (Gênesis 3:21 RA)
Em virtude de sua escolha o ser humano carrega dentro de si o efeito, que para nós parece ser a pior herança que o pecado nos transmitiu: a “NATUREZA PECAMINOSA” Esta natureza é capaz de bloquear nossa vontade, e somente em Deus é que podemos neutralizar seus efeitos e outra vez estarmos livres para escolher seguir ao nosso criador. Para compreendermos melhor esta verdade consideremos as palavras do Apostolo Paulo em Romanos 7: 18-25 “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.”
A natureza pecaminosa faz com que cada pessoa que venha a este mundo seja, inevitavelmente, um pecador, e esta situação vislumbra-se de forma cabal no comportamento de infantes criancinhas, que ainda, mesmo, sem saber discernir o certo e o errado, mas que já manifestam em suas atitudes, ações pecaminosas que evidenciam sentimentos malévolos tais como: egoísmo, agressividade, ciúme etc.
Podemos afirmar com segurança que todos os que nascem neste planeta, herdam de Adão um irreparável defeito em sua própria natureza, e mesmo que não houvesse tentação, mesmo assim, ainda manifestaríamos em nossa vida sentimentos e atos pecaminosos, e alem disto biologicamente herdamos a condenação imposta a Adão e seus descendentes.: a morte.
Diante destas considerações compreendemos que não havia, e nem há, remédio para a raça humana em lugar nenhum, a não ser no próprio Deus. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16 RA)
Resumo da conjuntura prevalecente depois do pecado
1) O mal obteve sua maior vitória o seqüestro de um planeta;
2) O campo de batalha do conflito entre o bem e o mal se transferiu para o Planeta Terra;
3) O ser humano recebeu as conseqüências imediatas de sua escolha; dor, doença, sofrimento e a segunda morte;
4) A fauna e a flora também sofreram com a entrada do pecado neste mundo;
5) A natureza física, psíquica e espiritual do ser humano contaminou-se com o mal, de tal forma, que toda a raça humana padece debaixo da condenação e necessita desesperadamente de um SALVADOR IDONEO!
6) Todo ser humano passou a pecar, não mais por escolha, mas compungido pela “natureza pecaminosa”
7) Satanás lançou uma aparente duvida no universo: “É impossível obedecer a Deus se houver à opção de escolher o contrario” tendo em vista que alem de alguns anjos, o homem, a semelhança de Deus, não foi capaz de obedecer!
Um Salvador idôneo
A palavra de Deus havia esclarecido, antes de acontecer, que a escolha do mal redundaria em morte, então o grande álibi de Satanás era imaginar que em todo o universo nenhum ser estaria apto a solucionar o problema da humanidade, tendo em vista que teria que aparecer alguém que provasse que a natureza de Adão tinha sido constituída de forma a que pudesse ter suportado a tentação e voluntariamente ter capacidade de obedecer a Deus.
Também, este ser, teria de que ser capaz de assumir o castigo reservado da humanidade, a morte, e está envolvido no problema, isto é, que de alguma forma tivesse responsabilidade pela situação da raça humana, isto é, o próprio homem ou quem os criou, ou então Deus teria que revogar a Sua Palavra (“certamente morrerás”)
Considerando essas dificuldades sob a ótica de Satanás, o problema parecia insolúvel, pelas seguintes razões:
a) se Deus encontrasse um anjo fiel para constitui-lo como salvador da humanidade, mesmo que este anjo fosse capaz de amar aos pecadores a ponto de morrer por eles, este sacrifício seria ineficaz tendo em vista que os anjos nenhuma responsabilidade tinham no problema dos seres humanos;
b) Um ser humano, mesmo que fosse escolhido por Deus para a missão de Salvador, ele não seria idôneo, uma vez que ele já estava em debito para com a Lei e necessitava primeiro de um salvador para si próprio para que depois pudesse realizar tal missão
c) O próprio Deus como Salvador, não seria possível pois Deus não morre!
d) O Filho de Deus como Salvador era o único ser idôneo, tendo em vista que participou da criação, não era imortal, mas o amor de Jesus pela humanidade seria suficiente para que assumisse a morte em lugar do ser humano? E, por outro lado, se Jesus aceitasse tal missão poria em risco todo o universo, uma vez que a natureza humana já havia perdido uma vez para o mal, e uma segunda vez não seria impossível.
Graças a Deus! Jesus tem e sempre terá todos os predicados para ser nosso Salvador! Amor, fidelidade, e identidade ou empatia conosco, e podemos nos alegrar nas palavras de Paulo inspirados por Deus que nos traz grande regozijo: “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.” (1 Coríntios 15:22 RA)
JESUS VENCEU O PECADO, COM UMA NATUREZA PRÉ OU POS LAPSARIANA?
Para muitas pessoas existe uma grande dificuldade em compreender este assunto, o qual, atualmente, vem causando divisão entre os cristãos, principalmente os ex-trinitarianos oriundos da IASD. No nosso rude entendimento os grupos que seguem o entendimento pré ou pós lapsariana, nada mais são que um reflexo da compreensão que manifestam sobre a salvação pela graça ou pela obras!
Avaliando-se a questão sob este prisma é fácil compreender que para os pós lapsarianos que aceitam um Jesus com “natureza pecaminosa” isto é, a natureza de Adão após o pecado, ou seja, com propensão para pecar, a vitória de Jesus parece ser mais significativa e extraordinária, já que Jesus venceu a tentação numa natureza pior que a natureza de Adão antes de pecar, mas não se contentam unicamente com isto, ainda vão além, pois para eles assim como Jesus venceu o pecado ou a tentação, ao homem se impõe uma condição indispensável de salvação, ou seja a vitória própria de cada pecador, em outras palavras os méritos de Jesus são intransferíveis já que sem a vitória do próprio pecador sobre sua “natureza pecaminosa” não há salvação.
Não que queiramos subestimar o poder do amor de Jesus pelos pecadores que, sem duvidas, seria capaz de impulsiona-lo a mais improvável das vitórias, mas é que em nossa rude compreensão a “natureza pecaminosa” que Adão ganhou em aceitar a proposta de Satanás, impõe três coisas inevitáveis e intransponíveis, e que Jesus, se a possuísse, estaria sujeito, isto é:
a): a condenação imposta pela Lei (“certamente morrerás”),
b) a necessidade de salvação e conseqüentemente de um salvador,
c) a inevitável pratica de pecado e sentimentos pecaminosos em sua mente.
“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” (2 Coríntios 5:21 RA) “o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca;” (1 Pedro 2:22 RA)
Alguns argumentam que Jesus é o nosso modelo, pois assim como ele venceu a “natureza pecaminosa”, nós também, recebendo a sua ajuda, seremos capazes de vencer. Mas aprofundemos um pouquinho mais a questão e vejamos que se a salvação da humanidade dependesse apenas de um modelo ou exemplo, sem a necessidade da transferência dos méritos do salvador para a alma perdida, isto é, uma morte substituinte! Então que necessidade haveria de Deus submeter o Seu unigênito a tamanha vergonha, vitupérios, sofrimentos e morte! Bastaria que Deus houvesse preparado um dos patriarcas ou profetas, da estirpe de Abraão, José, Jó ou Daniel, para ser nosso modelo de como vencer o pecado e nos salvar-nos. Isto sem questionarmos sobre as pessoas que viveram antes deste modelo (inclusive antes de Jesus) como é que se salvaram já que não possuíam tal exemplo ou modelo a seguir?
Para os que são propícios a aceitar um Jesus com natureza pré-lapsariana, isto é, a mesma natureza que Adão recebeu de Deus e que com ela viveu até que cometeu pecado,. Natureza esta, que Satanás acusava de ser incompatível para exercer liberdade de escolher entre o bem e o mal, foi nela que Jesus, mesmo em um ambiente degradado e dominado pelo mal, provou que para Adão, que vivia em um ambiente gerido pelo bem e livre das conseqüências do mal, era possível escolher obedecer a Deus e vencer a tentação.
Sabemos que estar perdido é não ter nenhum meio de se salvar, e, é justamente assim a situação do pecador, algo precisa ser feito por uma outra pessoa em beneficio dele e isto a bíblia deixa claro em muitos versículos inclusive neste: “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida;” (Romanos 5:10 RA)
Volto a afirmar o que no inicio dissemos, isto é, nossa intenção com esta mensagem não é de demover ninguém de sua compreensão, e, mesmo que pensem diferente de mim continuarão sendo meus irmãos em Cristo Jesus, e que espero em breve nos encontrarmos na Nova Terra, e enquanto estivermos aqui neste vale de lagrimas espero viver em paz com todos, e que a nossa compreensão da Palavra de Deus jamais nos torne inimigos.
Heráclito Fernandes da Mota
domingo, 27 de dezembro de 2009
EVIDÊNCIA DA JUSTIÇA DE DEUS
Muito se tem escrito sobre o “juízo investigativo” e muitos tem afirmado que tal ensino não é bíblico e que essa idéia foi obra da fértil mente da Irmã White, e que por mais que nos esforcemos jamais iremos harmonizar esta idéia com os ensinamentos da Palavra de Deus.
Quero dizer que nada tenho a ganhar ou perder em defender a idéia de que a Irmã White foi uma pessoa inspirada por Deus e tudo quanto ela falou tem respaldo na bíblia, por outro lado a minha fé em nada será diminuída ou acrescentada se alguma coisa do que se atribui a autoria da Irmã White, realmente, não tenha respaldo na Palavra de Deus.
Para mim a gloria de um mensageiro, se é que há glória para o mero instrumento humano, não reside na comprovação de ser ele verdadeiro ou falso, espiritual ou mundano, mas em que sua mensagem esteja fundamentada na Palavra de Deus, visto que todos somos falhos e pecadores, todavia somente a Palavra de nosso Deus permanece para sempre.
Creio que ninguém, em sã consciência, pode negar que Deus irá efetuar um julgamento, tendo em vista que muitos são os versos bíblicos que confirmam que isto haverá de ocorrer, e citaremos apenas dois textos: “porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.” (Atos 17:31 RA) “Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.” (Daniel 7:10 RA)
Diante desta irrefutável verdade: O JULGAMENTO, muitas perguntas surgem sobre o assunto, e tentaremos responder algumas, as quais parece-nos essenciais para esclarecer-nos o assunto, por exemplo: Como será? Quando? Para que?
Especificamente há três importantes textos bíblicos que falam sobre julgamento (Daniel 7:10; Apocalipse 20:4 e12 RA; e Apocalipse 20:15 RA), embora estes textos citados falem de um só tema: juízo ou julgamento, é como se falassem de assuntos distintos. Pois Daniel evoca a figura pomposa de um “tribunal”, enquanto que em Apoc.20: 4 e 12 a ênfase volta-se para as pessoas que participarão do julgamento, e dos livros que serão fundamentais, por último em Apocalipse 20: 15 o assunto abordado é o destino daqueles que não forem aprovados pelo livro da vida.
Não resta a menor duvida que estes textos abordam diferentes fases de um processo de julgamento, as quais poderemos cognomina-las de:
a) FASE DE INVESTIGAÇÃO OU EXTERIORIZAÇÃO;
b) FASE DE AVALIAÇÃO OU ESCLARECIMENTOS;
c) FASE EXECUTIVA OU RETRIBUTIVA,
OBS: qualquer semelhança com a justiça humana (Inquérito, julgamento e aplicação da penalidade) é mera coincidência.
Outro questionamento que se faz é: se Deus é onisciente, sabe o fim desde o começo, então porque há uma fase de investigação?
Esta tem sido a grande e intransponível questão para os que afirmam não haver razão para um juízo investigativo, entretanto esquecem que algumas coisas devem ser ponderadas antes de tirarmos uma conclusão mais abrangente, pelo que gostaríamos de avaliarmos o seguinte:
a) Em um conflito cósmico universal, o qual envolve seres pecadores e caídos e seres imaculados e puros, a salvação eterna de um ser humano é um processo dinâmico, e em parte acompanhado por todo o universo, então, tal procedimento somente se torna estático ou definitivo com a morte do pecador;
b) A onisciência é um atributo exclusivo de Deus não sendo, em sua totalidade, atribuído a nenhum outro ser criado;
c) Em nenhuma das fases do juízo de Deus se busca definir a situação do pecador, isto é: aprovado ou reprovado, inocente ou culpado;
d) Jesus virá buscar um povo justificado e reconhecido diante de todo o universo.
A salvação é um processo dinâmico
Para aqueles que defendem a tese de que “uma vez salvo, salvo para sempre!” a salvação torna-se um processo estático desde o momento da aceitação do Salvador, e, sendo assim, não há necessidade da fase investigativa, tendo em vista que a pessoa estaria obrigatoriamente salva por um decreto Divino, logo o universo não teria necessidade de nenhum esclarecimento da parte de Deus, e por conseqüência a salvação jamais seria pela graça mediante a fé, mas por uma determinação soberana de Deus.
No entanto para os que crêem no livre arbítrio e numa proposta de salvação pela graça mediante a fé, o processo se torna dinâmico, pois o mesmo se encontra sujeito a modificações momentâneas, isto é, quem está salvo hoje poderá estar irremediavelmente perdido amanhã, assim como, aquele que hoje está sem Deus e totalmente perdido poderá estar totalmente salvo amanhã, cremos que é por isto que a palavra assim se expressa: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,” (Hebreus 9:27 RA)
A onisciência é um atributo exclusivo de Deus
Embora não tenhamos, no momento, localizado um texto especifico para embasar tal afirmativa, cremos que 100% de onisciência somente quem detém por natureza é Deus, mesmo assim cremos também que, em certo grau, Deus tem atribuído, em certas ocasiões, a alguns de Seus servos um pouco da revelação do futuro, o que não deixa de ser um pouco de compartilhamento de Sua onisciência (ver 2 Reis 8:11 e 13 RA)
Pelo contexto geral da bíblia temos a certeza de que o conflito entre o bem e o mal gerou para o universo uma situação onde, pelo menos temporariamente, o mal conviverá com o bem, e as trevas com a luz, isto é, enquanto seres imaculados gozam da companhia de Deus e desfrutam de um conhecimento superior, mas não total, nós, míseros pecadores e condenados a morte, temos um conhecimento limitado e obtuso, e mesmo quando descobrimos verdades na Palavra de Deus vem o maligno e tenta nos confundir.
Nesta situação o que Deus irá fazer conosco? Salvar-nos ou destruir-nos, deverá ser, de alguma forma, demonstrado a todos que, embora não tenham pecado, não possuem o dom da onisciência, e não conhecem o nosso coração e pensamentos, e é, justamente ai, que entra a fase investigativa onde Deus desnudará diante do universo todos os mais secretos atos e sentimentos do pecador (ver Eclesiastes 12:14 RA)
O Juízo de Deus não busca definir a situação do pecador
“Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.” (João 3:18 RA)
Quanto à situação do pecador, a palavra de Deus é bastante clara em afirmar que isto depende da fé exercida por cada um, isto é, não há nenhuma necessidade de que o juízo Divino venha a condenar ou inocentar ninguém. O juízo divino, apenas, procura esclarecer as duas partes do universo (os seres pecadores, perdidos e condenados, e os outros filhos de Deus que não pecaram) as quais, de uma forma ou de outra, necessitam conhecer os detalhes do processo salvífico de Deus
Jesus virá buscar um povo justificado
“quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho).” (2 Ts 1:10 RA)
A palavra de Deus é muito clara e lógica em seus ensinos, e fica bastante evidente que Deus pretende demonstrar quem de Seu povo será previamente revelado como apto a receber o dom da vida eterna,tendo em vista que a própria bíblia é rica em acentuar que nem todos os que dizem “Senhor, Senhor” são realmente Dele, isto é, há uma convivência na igreja de Deus entre o “joio” e “trigo” dando-nos a entender que somente alguns serão considerados como verdadeiramente filho de Deus, os quais Jesus virá busca-los. “E eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.” (Apocalipse 22:12 RA)
RESUMO
FASE DE INVESTIGAÇÃO OU EXTERIORIZAÇÃO
“Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?” (1 Pedro 4:17 RA)
Esta fase terá como objetivo demonstrar a todos no universo que não pecaram, a razão por que Deus dará vida eterna a pecadores e rebeldes, isto é, através da morte de Seu filho cada pecador arrependido terá ingresso e harmonia no universo da família de Deus, sem que haja nenhum questionamento a respeito, visto que não será o que fizemos mas o que Jesus fez! Pelo que nosso comportamento apenas demonstrará o ardente desejo de nosso coração. Quando ocorrerá? (Ver Daniel8:14)
FASE DE AVALIAÇÃO OU ESCLARECIMENTOS
“Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos.” (Apocalipse 20:4 RA)
Nesta fase os pecadores já ressurretos, terão a oportunidade de, durante o período e mil anos, examinarem a forma e os motivos que justificam a presença ou ausência de pessoas naquele encontro maravilhoso, inclusive o porque de alguns anjos terem que ser destruídos.(ver 1 Corintios 6:2-3)
FASE EXECUTIVA OU RETRIBUTIVA,
“Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.” (Apocalipse 20:13-15 RA)
Esta é a fase final do julgamento, onde seres pecadores, mas justificados pelos méritos de Jesus, juntamente com seres imaculados e que nunca pecaram, estarão prontos e esclarecedor a ponto de enfrentar o triste, mas necessário ato de destruição definitiva de seres irremediavelmente irreconciliáveis, bem como a purificação total de nosso planeta.
Heráclito Fernandes da Mota
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
FAÇAMOS O QUE ELLEN G. WHITE DISSE OU O QUE ELA FÊZ?
Lembro-me de haver participado de um treinamento na IASD sobre mordomia, isto nos meus primeiros anos como ASD, e muita coisa boa e útil aprendi naquele curso, entre as quais gostaria de destacar duas: 1 - O MODORMO É LIVRE PARA ADMINISTRAR OS DONS QUE RECEBE DE DEUS, 2 - OS DONS VINCULADOS A MORDOMIA CRISTÃ SÃO: TEMPO; TALENTO; TEMPLO, TESOURO.
Como estamos nos dirigindo, principalmente, a ASD não vejo a necessidade de avaliarmos mais detalhadamente o item que trata dos dons da mordomia, até porque em todo treinamento de mordomia este é justamente o foco principal, com muita “eficiência” nos tesouros.
Um ponto de pouca preocupação da IASD, e que para nós torna-se o fundamento da mordomia cristã, tanto para os que viveram sob a égide da velha aliança, quanto para nós cristãos neotestamentários, é justamente aqueles que nos define a cada um como administradores dos dons de Deus.
Não sou especialista na ciência da Administração, mas no meu humilde conceito, o fundamental em administrar é que o administrador tenha liberdade em suas decisões, sem esquecer de que é o responsável pelos resultados obtidos, logo neste aspecto a bíblia apresenta-nos uma mordomia pautada na liberdade e no amor.
Quando, simplesmente, contribuímos para uma instituição religiosa de maneira tão submissa, para não dizer subserviente, que não nos achamos nem mesmo no direito de questionarmos ou comentarmos o que se faz com toda a arrecadação, que na maioria das vezes representam suor, sangue, e a privação de muitas famílias, alguma coisa deve está profundamente errada, e, este erro não está somente com nossos líderes, mas principalmente em nós mesmos.
Pelo que já verificamos na história de nossa igreja, sem dúvida, qualquer um pode perceber que a nossa mordomia praticada durante o período do plano da Benevolência Sistemática, embora tenhamos que reconhecer que não era ainda um plano completo, e que nem mesmo chegou a completar-se devido à intervenção de pessoas que se apresaram, pessoas estas, mais interessadas no progresso material da obra que no seu crescimento espiritual da igreja, mesmo assim, enquanto durou, aproximadamente 17 anos, respeitou-se à liberdade de cada irmão, e procurou-se introduzir nos corações dos crentes do advento, tanto nos ricos, quanto nos pobres, o amor e a alegria em participar financeiramente da propagação do evangelho.
Sob este aspecto, isto é, a liberdade que cada um tem no participar financeiramente da Causa de Deus na terra, com certeza os propensos a seguir a opinião dos outros, indagarão sobre qual teria sido o comportamento da Irmã White?
Baseado nas poucas informações a que tivemos acesso, poderia concluir, sem medo de errar, que o seu comportamento pareceu-nos exemplar e digno de uma verdadeira cristã, uma vez que a Irmã White, mesmo, não tendo se rebelado formalmente contra o fato de que sugestões humanas prevalecessem sobre revelações divinas, e que os abusos de pessoas como Canright, que ao desprezar o plano da B.S., forneceu um ambiente propício para que os espíritos ambiciosos dominassem a liderança da igreja, deixando-nos um legado de injustiça e exploração do homem pelo homem.. O testemunho da Irmã White nos dá provas de como foi que ela, de forma prática, reagiu diante de tal situação.
Com o seu viver prático, provou para o povo adventista, de seu tempo, que nossa participação financeira na obra de Deus, não está vinculada, exclusivamente, ao sustento do ministério evangélico, mas pode e, principalmente, deve ser canalizada ao atendimento das necessidades da comunidade local, bem como no socorro dos pobres e excluídos, os quais nas palavras de Jesus são os seus verdadeiros representantes.
Os textos a seguir testificam a ação de sua ação que, embora procurasse evitar problemas com a liderança da igreja, sempre que os princípio da mordomia bíblica exigia, atendia as demandas dos necessitados e das comunidades carentes, senão vejamos:.
DEFEDENDO A CONSTRUÇÃO DE IGREJAS COM O “DÍZIMO”
Há casos excepcionais, onde a pobreza é tão extrema que a fim de assegurar o mais humilde lugar de adoração, pode ser necessário utilizar o dízimo. Mas este não é Battle Creek ou Oakland. (Special Testimonies for Minister and Workers 10, 16-18) – Parousia ano 2 Nº 2 pág. 51
ALIVIANDO O SOFRIMENTO DOS POBRES
O Senhor tem-me mostrado que a experiência de pobreza e privação pela qual seu pai (Tiago White) e eu passamos nos primeiros dias de nossa obra me tem dado uma clara apreciação e simpatia por outros que estão passando por experiências semelhantes de carência e sofrimento. E onde vejo obreiros desta causa que tem sido fieis e leais à Obra, que são deixados a sofrer, é meu dever falar em seu favor. Se não comove os irmãos a ajudá-los, então eu devo ajudá-los mesmo que para isso eu seja obrigada a usar parte do meu dízimo. Arthur L. White: The Early Elmshaven Years (Washington, DC: Review and Herald, 1981), 393 – Parousia ano 2 Nº 2 pág. 52
AJUDANDO COM “DÍZIMOS” PRÓPRIOS E ALHEIOS.
Carta escrita por Ellen G. White, em 22/01/1905 a G. F. Watson, Presidente da Associação do Colorado.
Tem-me sido apresentado durante anos que meu dízimo deveria ser utilizado por mim mesma para auxiliar os pastores brancos e negros que foram negligenciados e não receberam o suficiente para sustentar suas famílias. Quando me foi chamada à atenção para os ministros idosos, brancos ou negros, era minha obrigação especial investigar sobre suas necessidades e supri-las. Esta era minha obra especial e tenho feito isto em vários casos. Ninguém deveria dar notoriedade ao fato de que em casos especiais o dízimo é usado deste modo.
Quanto à obra entre os negros do Sul, aquele Campo tem sido e ainda está sendo despojado [em 1905] dos meios que deveriam ir para os obreiros daquele Campo. Tem-se havido casos em que nossas irmãs têm utilizado o seu dízimo para o sustento dos ministros que trabalham pelos negros do Sul, que cada homem, se for sábio, fique calado.
Eu mesma tenho utilizado meu dízimo para os casos de maior necessidade trazida ao meu conhecimento. Tenho sido instruída a fazer isto; e como o dinheiro não é retirado do Tesouro do Senhor, não é um assunto sobre o qual se deva comentar, pois seria necessário que eu tornasse conhecidos estes assuntos, o que não desejo fazer, por não ser o melhor.
Alguns casos tem sido colocados diante de mim por anos e tenho suprido suas necessidades do dízimo, conforme Deus me tem instruído a fazer. E se qualquer pessoa me disser: Irmã White, a Senhora utilizaria o meu dízimo para empregá-lo onde é mais necessário, eu direi: sim, o farei; e tenho feito isto. Louvo essas irmãs que tem destinado seu dízimo aos locais mais carentes para ajudar a fazer uma obra que esta sendo negligenciada, e se for dada publicidade a este assunto, criar-se-á uma prática que seria melhor que se evitasse. Não me preocupo em dar publicidade a esta obra que o Senhor me indicou, bem como a outros, a fazer.
Estou tratando deste assunto para que você não cometa um erro. As circunstâncias alteram os casos. Eu não aconselharia ninguém a tornar um hábito juntar o dinheiro do dízimo e não devolve-lo aos cofres da igreja. Mas durante anos tem havido de vez em quando pessoas perderem a confiança na utilização do dízimo e o têm colocado em minhas mãos, afirmando que se eu não aceitasse, eles mesmos o utilizaria, para as famílias dos ministros mais necessitados que pudessem encontrar. Eu tenho levado o dinheiro, dando-lhes um recibo e tenho dito a essas pessoas como o dinheiro foi aplicado. Ellen G. White, em Arthur L. White, 395 – 396 – (Parousia, ano 2 Nº 2 pág. 53
EM DEFESA DA LIBERDADE.
“Deus não vos obriga a perguntar à Associação ou a qualquer concílio de homens se deveis usar vossos meios conforme vedes apropriado ser para o avanço da Obra de Deus em cidades e localidades destituídas de recursos, e lugares empobrecidos. Este exatamente é o esquema que tem sido seguido, uma grande quantidade de recursos não deveria ter sido usada em algumas localidades, enquanto tão pouco foi usada em outros lugares onde o estandarte da verdade ainda não foi erguido. Não devemos imergir nossa individualidade de decisão sob qualquer instituição em nosso mundo. Devemos buscar a sabedoria de Deus, como fez Daniel”. Ela continua a dizer: “Podemos nós individualmente compreender nossa verdadeira posição, de que como servos de Deus assalariados não estamos aqui para negociar com a administração; mas que diante do universo celestial nós devemos administrar a verdade a nós confiada? Nossos próprios corações devem ser santificados, nossas mãos devem ter algo para dar conforme a ocasião exigir as rendas que Deus nos confiou”. (Pamphlets in the Concordance, Volume II, p. 467).(Extraído do site: http//mensagensfinais.tripod.com)
QUALQUER SEMELHANÇA COM A LIDERANÇA ATUAL É MERA CONCIDÊNCIA
“A sabedoria divina tem abundantes lugares nos quais trabalhar. É para avançar sem pedir permissão ou apoio daqueles que tem dados a eles mesmos o PODER. No passado um grupo de homens tentaram manter em suas próprias mãos o controle de todos os recursos vindo das igrejas e usaram estes recursos da maneira mais desapropriada, erigindo edifícios custosos onde grandes construções eram desnecessárias e não solicitadas, e deixando lugares necessitados sem ajuda e estímulo... Por anos a mesma rotina, o mesmo jeito regular de trabalhar tem sido seguido, e a Obra de Deus tem sido grandemente retardada. Os planos mesquinhos que tem sido aplicado por aqueles que não tinham lucidez e decisões santificadas resultaram numa demonstração que não é aprovada por Deus. Deus nos chama para uma reforma e reavivamento. As” linhas regulares “não tem feito a obra que Deus deseja ver realizada. Deixe a reforma [e] o reavivamento fazerem as contínuas mudanças... Permita que todos os jugos sejam quebrados”. Deixe os homens serem estimulados para as realizações que eles têm como responsabilidades individuais” (Ibid, pp. 174 – 176).(Extraído do site: http//mensagensfinais.tripod.com )
Incríveis são os argumentos que se utilizam para tentar contornar as declarações acima, afirmando-se que ela podia agir assim, pois sendo profetiza seguia orientação particular de Deus, é como se a mesma estivesse em um degrau espiritual superior a nós, logo tinha autoridade e competência para agir como agiu, mas nós pobres mortais temos que nos conformar com o que nos ensinam, isto é, devemos fazer tudo o que se supõem que ela nos tenha ordenado, mas jamais fazer o que ela fez.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
O 1o MANDAMENTO DA LEI DE DEUS E A TRINDADE
A Lei define uma obrigação para que todos possam entender.
É um paradoxo admitir o uso de parábolas, ambigüidades e figuras de linguagem numa lei, de forma que cada leitor possa interpretar de forma diferente. A premissa é igualmente verdadeira para a Lei de Deus expressa em Êxodo 20.
A Lei deve identificar claramente o Legislador.
A lei deve estar assinada pelo PROLATOR. Isto é, assinada por quem promulga a Lei.
ÊXODO 20 Versos 1 e 2 Identifica o Autor da Lei de Deus:
" Então falou Deus todas estas palavras: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão."
A Lei:
1. Não terás outros deuses diante de mim.
2. Não farás para ti imagem de escultura, ....."
"MIM" é a forma reflexiva no singular, confirmando "EU" na apresentação inicial. (Primeira pessoa do singular)
No texto da lei entre os versos 3 a 17 encontramos a identificação do Autor sempre no singular. (mais de 6 vezes)
Não há na Bíblia nenhum outro argumento mais forte e definitivo que rejeite a doutrina da Trindade, além do que está escrito acima.
A ÊNFASE do Segundo Mandamento é NÃO FAZER, pouco importando a intenção ao se contrariar esse mandamento. (a desculpa: "não tem fim de adoração" não pode ser aceita no mandamento)
O NISTO CREMOS de muitas igrejas em relação a TRINDADE é o seguinte:
A Trindade
Há um só Deus: Pai, Filho, e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente, acima de tudo e sempre presente. Ele é infinito e além da compreensão humana, mas é conhecido por meio de Sua auto-revelação. Para sempre é digno de culto, adoração, e serviço por parte de toda criação."
O postulado encerra vários paradoxos. (absurdos) Além de contrariar o Primeiro Mandamento da Lei de Deus, onde define Deus como sendo UM SÓ. Ao afirmar que Jesus é coeterno, implicitamente nega que seja o FILHO DE DEUS e tenha morrido pela humanidade.
Coeterno não pode ser Filho e nem morrer !!!
I Timóteo 6: 16
"Aquele que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra, poder sempiterno. Amem."
"Ele só" não significam 3 pessoas !!!
Não pode estar se referindo a Jesus, pois ele foi visto por milhares de homens.
sábado, 12 de dezembro de 2009
O ANJO DO SENHOR
Olá irmão Heráclito, poderia publicar estes estudo em teu blog? São dois estudos que de certa forma se complementam por se tratar da questão de traduções tendenciosas que influenciam o leitor descuidado da bíblia. É muito útil.
Saudações bereanas, Deus te abençoe.
Marcelo Valle (pode publicar meu e-mail).
O ANJO DO SENHOR – JESUS OU UM MENSAGEIRO ANGELICAL?
A primeira ocorrência da expressão “Anjo do SENHOR” em Êxodo encontra-se no capítulo 3 versículo 2: E apareceu-lhe o anjo do SENHOR em uma chama de fogo do meio duma sarça; e olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia. (ACF).
A bíblia de estudo plenitude que possui a versão ARC 1995, traduz a palavra anjo com a inicial A maiúscula: Anjo do SENHOR. Ao passo que em outras versões a palavra “anjo” é grafada com a minúsculo.
Transcrevo abaixo 2 notas explicativas da bíblia de estudo Plenitude sobre Êxodo 3: 2-4.
OBS.: Os autores das notas desta bíblia são trinitarianos.
1 – Anjos são criaturas sobrenaturais que existem nos céus, servindo como mensageiros de Deus e como protetores para os seus escolhidos. O “Anjo do SENHOR” era uma manifestação visível de Deus, possivelmente do Cristo pré-encarnado. (Grifos meus).
2 – Um “anjo especial” – O Anjo do SENHOR – difere de todos os outros: Este recebe adoração. Como se explica isto? Nenhum anjo pode ser adorado, isto somente a Deus pertence. O Anjo Lúcifer foi expulso dos céus por tentar receber tal adoração. O mistério é resolvido neste texto no qual revela-se que o Anjo do SENHOR é o próprio SENHOR DEUS (Ver Atos 7:30-32).
Mas como poderiam Moisés e outras personalidades do A.T terem visto a Deus face a face e continuado a viver, sendo que a escritura afirma claramente o contrário (Êxodo 33:20)? Resposta: Porque eles viram o Filho de Deus numa forma pré-encarnada, conhecida no A.T como o Anjo do SENHOR. O Anjo do Concerto - Malaquias 3:1. (Grifos meus).
Agora olhe o que diz o prefácio desta mesma bíblia:
A palavra SENHOR (COM LETRAS MAIÚSCULAS), serve para identificar o Nome de Deus no A.T formado por 4 consoantes hebraicas transliteradas assim: Y-H-V-H.
Desse modo, mesmo o leitor que não conhece a língua hebraica poderá saber quando os escritores bíblicos usaram o nome próprio de Deus: Esse nome ou estará transliterado por “Jeová” ou terá a forma “SENHOR” (com letras maiúsculas). Sabendo que o nome de Deus traduz sua natureza, identificar as passagens que esse nome é usado, será um auxílio para o leitor da palavra de Deus. (Grifos meus).
Observado o que está exposto acima, há muita confusão no que se refere à questão da interpretação de quem é este Anjo do SENHOR. Pelo fato de muitas vezes o próprio Anjo se identificar como DEUS, alguns intérpretes, inclusive o autor da nota, têm sugerido que este Anjo seja o Cristo pré-encarnado, ou seja, a 2a pessoa da Trindade.
Sinceramente, não há razão porque os tradutores convencionaram grafar a palavra anjo nestes e noutros versos com a inicial A maiúscula, sendo que no original hebraico não há esta convenção, pois no hebraico não há, como em muitas línguas, letras maiúsculas e minúsculas. E também pela razão de possuir um significado claro de mensageiro, embaixador.
Diz o dicionário de VINE: Como representante do rei, o malak cumpriria as funções de um diplomático. Em 1 Rs 20.1-3 lemos que Ben-Hadad enviou mensageiros ( malak no plural ) com os termos da sua condição: E enviou à cidade mensageiros, a Acabe, rei de Israel, Que lhe disseram: Assim diz Ben-Hadad: A tua prata e o teu ouro são meus; e tuas mulheres e os melhores de teus filhos são meus. Estas passagens confirmam a posição importante de malak. Honras para o mensageiro equivalem a render respeito a quem o envia.
Observe o conceito de ANJO em 2 importantes dicionários bíblicos:
1 – DICIONÁRIO BÍBLICO DE STRONG
ANJO (Hebraico: Mal´ach) 04397 – Um mensageiro, embaixador; alguém enviado para executar uma tarefa ou entregar uma mensagem.
Algumas ocorrências da palavra ANJO:
2 Crônicas 32:21 – O anjo (mal´ach) que o SENHOR (YHVH) enviou;
1 Samuel 16:19 – Os mensageiros (mal´ach no plural) que Saul enviou a Jessé.
Provérbios 16:14 – O mensageiro (mal´ach) da morte.
Provérbios 17:11 – O mensageiro (mal´ach) cruel.
Salmos 78:49 – Mensageiros de males.
Salmos 104:4 – Mensageiros (em hebreus 1:7 - esta passagem é traduzida como anjos).
Obs.: Nestas passagens, mensageiros são celestes, humanos e até demoníacos.
2 – DICIONÁRIO EXPOSITIVO DE PALAVRAS DO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO EXAUSTIVO VINE (Por ser muito extenso, citarei apenas parte)
O nome malak se encontra 213 vezes no Antigo Testamento hebraico. É mais freqüente nos livros históricos, de onde geralmente têm a acepção de mensageiro:
No livro dos Juízes (31 vezes), 2 Reis (20 vezes), 1 Samuel (19 vezes), e 2 Samuel (18 vezes). O mais significativo lugar está nas frases malak Yahveh, o “anjo do Senhor” e malak Elohim, o “anjo de Deus”. Estas sempre se usam no singular e denotam um anjo que, sobretudo tem a função de salvar e proteger.
A relação entre o Senhor e ele “o anjo do Senhor” é tão próxima que é difícil separar os dois (Gn 16:7ss; 21:17ss; 22:11ss; 31:11ss; Ex.3:2ss; Juizes 6:11; 13:21ss). Esta identificação tem contribuído para que alguns intérpretes concluam que ele “o anjo do Senhor” era o Cristo pré-encarnado. (Grifos meus).
Em termos gerais, na septuaginta (a tradução do A.T para o grego) o termo malak se traduz como anjo e a frase “anjo do Senhor” por angelos Kuriou. As versões em castelhano fazem esta mesma distinção ao traduzir malak simplesmente como “anjo” ou “mensageiro”.
Ficou claro que o significado de ANJO é sem dúvida MENSAGEIRO OU EMBAIXADOR. Por causa da mente destes teólogos estarem impregnadas com a doutrina trinitariana, e às vezes este anjo se identifica como sendo o próprio Deus, eles não vêem outra saída senão em afirmar que este Anjo é o próprio Cristo em uma forma pré-humana, como muitos seguem também esta tendência.
Inclusive acabaram por traduzir Anjo com mais ênfase para dar suporte às suas interpretações, quando anjo está em conexão com a palavra SENHOR. Porém como exposto acima, no original hebraico não há esta convenção de utilizar a palavra anjo nestes versos com a inicial A maiúscula.
É o mesmo caso da palavra “ESPÍRITO” – tanto em hebraico quanto no grego.
Os tradutores da bíblia convencionaram escrever Espírito de Deus com E maiúsculo e espírito do homem ou de outro ser que não sejam Deus e Cristo com e minúsculo, mas no original grego não é assim.
A palavra traduzida por espírito no grego é PNEUMA e RUACH (lê-se RUARR) no hebraico, todas utilizam a mesma forma de escrita, não há diferenças entre maiúsculas e minúsculas.
A passagem no original grego que mostra claramente esta igualdade é 1 Aos Coríntios 2:11, onde o espírito (pneuma) de Deus está escrito da mesma forma que espírito (pneuma) do homem. O fato de Espírito de Deus estar grafado com E MAIÚSCULO, influencia a mente do leitor para que ele pense que se trata de uma pessoa divina ( a 3º pessoa da trindade ).
O mesmo ocorre com Anjo do SENHOR, por Anjo estar grafado com A MAIÚSCULO, muitos leitores tendem a interpretar este anjo como sendo Jesus ( a 2º pessoa da trindade – ver notas explicativas acima).
Agora veja abaixo a tradução da palavra “MALAK” em 4 versões diferentes da bíblia, que nesta passagem se refere ao Profeta Ageu.
1 - Então Ageu, o mensageiro do SENHOR, falou ao povo conforme a mensagem do SENHOR, dizendo: Eu sou convosco, diz o SENHOR.( ACF ).
2 - Entonces Haggeo, enviado de Jehová, habló por mandado de Jehová, al pueblo, diciendo: Yo soy con vosotros, dice Jehová. ( Reina Valera 1960 ).
3 - Ageu, enviado do Senhor, falou ao povo segundo o mandato que ele tinha recebido do Senhor: Estou convosco - oráculo do Senhor. ( Versão Católica ).
4 - Então, Ageu, o embaixador do SENHOR, falou ao povo, conforme a mensagem do SENHOR, dizendo: Eu {sou} convosco, diz o SENHOR. ( ARC 1995).
OBS.: NO RODAPÉ DESTA VERSÃO DIZ: OU mensageiro do SENHOR.
O profeta Ageu é Cristo? Por que não? Pois neste verso ele é chamado de Anjo ou mensageiro do SENHOR!!
Portanto como diz o dicionário VINE, estas passagens confirmam a posição importante de malak. Honras para o mensageiro equivalem a render respeito a quem o envia.
Sem dúvida esta é a interpretação coerente com todas estas passagens, inclusive as referentes a Gênesis 32:30, Juízes 6:22, Êxodo 33:20 e outras mais. Com relação à luta de Jacó, o livro do profeta Oséias cap. 12:4 afirma que Jacó lutou foi contra um anjo mesmo que no hebraico é malak (mensageiro) e prevaleceu, sendo um modelo a ser imitado quando alguém está em dificuldades ou precisa passar por alguma transformação do caráter.. O leitor acha mesmo que se Jacó tivesse lutado com Deus, O Pai, ele teria prevalecido?
LOGOS - "Verbo" ou "palavra?"
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. João 1:1
Todas as coisas foram feitas por ela [a palavra], não “por Ele”. Assim as versões em Inglês e português não teriam pressa para concluir, como faz a King James Version de 1611 (influenciada pela versão católica romana Reims, 1582 ) e seus seguidores, que a palavra era uma pessoa, o Filho, antes do nascimento de Jesus.
Se todas as coisas foram feitas por meio da “palavra”, com um “it” na versão em inglês, um significado bem diferente emerge. A palavra “não seria uma segunda pessoa existente ao lado de Deus, o Pai da eternidade”. O resultado é este: um dos principais alicerces dos sistemas tradicionais sobre os membros da Divindade seria removido.
Há mais a ser dito sobre essa frase inocente: No princípio era o Verbo. Não há qualquer justificação no original grego para a colocação de uma letra "V" (maiúscula) em “Verbo” e, portanto, convidando os leitores a pensar que se trata de uma pessoa. Isso é uma interpretação imposta sobre o texto, acrescentada ao que João escreveu. Mas foi isso que ele pretendia? A questão é: O que João e seus leitores entendem por “palavra” do grego “Logos”?
Obviamente há ecos de Gênesis 1:1 e versículos seguintes aqui: “No princípio, Deus criou os céus e a terra... e Deus disse: [usando a sua palavra]”, “Haja luz”.
Deus disse: significa que Deus pronunciou a Sua palavra, o meio de Sua atividade criadora, Sua dicção poderosa. Os Salmos 33:6 fornecem um comentário sobre o Gênesis:
Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus. E assim, em João 1:1 Deus manifestou sua intenção, a sua palavra, sua auto-expressão, revelando a criação.
Isaías 45:12,18 – Eu fiz a terra e criei nela o homem; Eu O fiz; As minhas mãos estenderam os céus e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens. Porque assim diz Yahvéh que tem criado os céus, O Deus que formou a terra e a fez; Ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada; Eu sou YAHVÈH e não há outro.
O próprio Jesus afirma categoricamente que O Criador é O Pai, seria uma ótima oportunidade para ensinar que Ele (Jesus) estava presente “pessoalmente” com Deus na criação, veja:
Marcos 10:6 – Porém desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. (Cf. Mat. 19:4/Ef. 3:9)
Mas absolutamente nada no texto, para além da letra maiúscula intrusiva em “Verbo” em nossas versões, transformando a palavra em um nome próprio, que nos fazem pensar que Deus estava em companhia de outra pessoa - O Filho. A palavra que Deus falou foi na verdade apenas “A PALAVRA DELE: [de] Deus”, a expressão de si mesmo.
No princípio era a palavra, isto é, a palavra de Deus. É evidente que João não disse que a palavra era uma PESSOA.
Claro que a palavra pode se tornar uma porta-voz, e o fez quando Deus se expressou em um Filho - Jesus, trazendo-o para a cena da história.
Hebreu 1:1 diz: Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho. A implicação é que Deus não falou através de um filho ÚNICO ANTES, mas SIM DEPOIS.
Existe uma importante distinção cronológica entre o tempo ANTES do Filho e o tempo DEPOIS do Filho. Houve um tempo em que o Filho ainda não era.
O SIGNIFICADO DE “palavra”
PALAVRA (Gr. logos) – (1) A expressão do pensamento; não o mero nome de um objeto: (a) encarnando uma concepção ou idéia (por exemplo, em Lc. 7:7; 1 Cor. 14:9,19); (b) Um dito ou afirmação. (c) Discurso, prática, dito de instrução. (DICIONÁRIO EXPOSITIVO DE VINE).
PALAVRA (Gr. Logos) - Do ato de falar. Palavra proferida a viva voz que expressa uma concepção ou idéia. O que alguém disse. Discurso, doutrina, ensino. (LÉXICO GREGO DE STRONG).
PALAVRA (Heb. Davar) - Ocorre cerca de 1455 vezes. Em contextos jurídicos, significa disputa (Êxodo 18:16, 19; 24:14), acusação, sentença, a alegação, transferência e disposição... [caso contrário o pedido], decreto, a conversa, o relatório, o texto de uma carta, letra de uma canção, promessa, anais de eventos, mandamento, plano (Gn 41:37; II Sam. 17:14, II Cr. 10:4; Ester 2:2; Sl. 64:5, 6; Isa. 8:10), a língua ... Dan. 9:25: decreto de um rei; [também:] coisa, assunto ou evento.
Um estudo sério da Bíblia exige que nós devemos entender o que PALAVRA significa no contexto do pensamento de João. Os comentadores têm reconhecido por muito tempo que João é completamente judaico em sua abordagem à teologia. Ele está mergulhado na Bíblia judaica.
A “Palavra” apareceu cerca de 1.450 vezes (mais o verbo "falar" cerca de 1.140 vezes) no hebraico bíblico conhecido tão bem por João e Jesus.
A conclusão que parece surgir da análise de João 1:1-14 é que somente no verso 14 [a palavra se fez carne], que podemos começar a falar de um LOGOS PESSOAL. O texto usa muito bem uma linguagem “impessoal” – [se fez carne].
